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Se perguntarem
Se perguntarem por onde ando, diga que fiquei sem voz para brandir.
Calaram-me.
Se quiserem saber como vou indo. Diga que não fui, simplesmente sentei na beira do caminho.
O tempo passa.
E se ainda insistirem em saber pelo que minha alma anseia. Diga que já sei de todos os abismos.
Aprendi com as nuvens a vagar na imensidão do firmamento.
Sei de chãos e pedras.
Meus sapatos são gastos.
Meus olhos cansaram de ver a mesma coisa e se foram para algum canto, onde a visão não importa.
Importa a paisagem.
Escrito por Tânia Rodrigues às 09h25
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